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Quanto mais velho melhor? O mito da idade do vinho

Quanto mais velho melhor? O mito da idade do vinho

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É muito comum escutarmos que quanto mais velho for o vinho, melhor. Contudo, até que ponto essa afirmação está correta? A idade do vinho muitas vezes não está ligada diretamente a sua qualidade. A bebida tem fases: passa pela infância, juventude, maturidade, alcança a velhice e, então, morre.

Durante sua maturidade é quando o vinho conquista um perfeito equilíbrio entre o buquê de aromas adquirido com o tempo e o tanino, sendo esse o momento ideal para ser consumido. Contudo, cada vinho tem seu próprio tempo de maturidade, reforçando o mito da associação da idade do vinho com qualidade.

Pensando nisso, trouxemos neste post informações valiosas que vão ajudar a desvendar o mito sobre a idade do vinho e que devem ser levadas em consideração no momento de definir a melhor safra para consumir. Quer saber mais sobre o assunto? Então continue a leitura!

Como acontece a maturidade do vinho?

A maturidade de um vinho é o momento em que a bebida atinge seu auge, estando em seu melhor momento para consumo. A questão que confunde a maior parte das pessoas é em qual idade o vinho chega nesse auge.

Todavia, é impossível dar uma resposta para essa pergunta. Cada vinho apresenta suas particularidades que devem ser respeitadas para que seja extraído seu melhor sabor.

A fim de tornar esse ponto um pouco mais simples, listamos abaixo alguns tipos de vinhos e suas características, lembrando que não existe uma regra e que a maturidade depende de diversos aspectos.

Vinhos jovens

Os vinhos com até 4 anos de idade são considerados vinhos jovens e costumam ser mais baratos. Eles não ganham nada com a guarda. Muito pelo contrário, perdem bastante qualidade quando guardados por muito tempo.

Os vinhos brancos jovens e leves, assim como os rosés, devem ser tomados em até três anos para garantir seu frescor — mas o ideal é tomar até o segundo ano de vida para assegurar o máximo aproveitamento do sabor.

Já os tintos podem apresentar alguma evolução durante o primeiro e segundo ano e, em alguns tipos, podem chegar nos 4 anos.

Vinhos maduros

Embora grande parte dos vinhos brancos devam ser tomados ainda quando jovens, alguns melhoram com o passar dos anos, podendo ser tomados com até 8 anos de vida. Em relação aos tintos, tudo depende da variedade das uvas e se passaram por carvalho, onde conseguem uma estrutura diferenciada. Quanto mais elaborados, mais podemos aumentar o tempo de guarda com a certeza da evolução do mesmo.

Os vinhos com mais de 12 anos de idade são mais fortificados, elaborados, e até alguns brancos especiais podem aparecer nessa lista. Nesse nível, normalmente, os preços são inacessíveis para a maior parte das pessoas.

Certamente, são grandes vinhos que exigem imenso cuidado na sua guarda. É importante frisar a importância de não comprar vinho antigo sem histórico de guarda, preferindo sempre uma loja especializada de sua confiança.

Qual a diferença entre um vinho jovem e um envelhecido?

Como comentamos, o tanino auxilia na conservação e envelhecimento do vinho, principalmente dos tintos. A quantidade dessa substância vai dizer se a bebida deve ser consumida imediatamente ou se pode esperar por anos.

Vinhos simples e jovens

A composição dos vinhos simples e jovens não exige grande tempo para maturação. Os tipos tintos podem ter uma vida média de cinco a oito anos, enquanto os brancos, de dois a três anos. Essas bebidas são marcadas pela forte presença de aromas frutados e, em suas cores, predominam o vermelho rubi e o violeta nos tintos, e tons esverdeados ou amarelos nos brancos.

Vinhos fortificados e maduros

Já os vinhos fortificados e maduros costumam ser conservados por anos em barricadas de carvalho para suavizar sua tanicidade e ganhar mais corpo, por serem mais ácidos e com alta concentração de álcool e açúcar. Os tintos de qualidade chegam entre 10 e 15 anos, e os brancos podem chegar a 6 anos.

Já os vinhos de guarda, de safras especiais, podem ultrapassar os 50 anos para maturação. Alguns vinhos envelhecidos podem alcançar preços absurdos, mas eles são produzidos especialmente com essa finalidade, de acordo com safras e seleções específicas.

Quais são as alterações nos vinhos durante o período de guarda?

Quando os vinhos tintos envelhecem, eles costumam ficar mais suaves e macios, em comparação à aspereza inicialmente apresentada durante seu engarrafamento. A coloração muda da cor violeta profunda para um leve vermelho-tijolo.

Normalmente, quando envelhecidos, apresentam mais sedimentos do que quando jovens. Com relação ao olfato e ao palato, a mudança é latente, tornando-os mais complexos.

Já os vinhos brancos, quando envelhecidos, adquirem uma tonalidade mais escura, puxando para os tons dourados e âmbar. Isso acontece devido ao lento processo de oxidação de seus compostos fenólicos. Também pode surgir algum sedimento, ainda que em bem menor quantidade do que nos tintos.

No nariz e na boca, a acidez da juventude dá lugar ao aroma mais suave e evoluído, com delicadas notas de mel, frutos secos, manteiga, baunilha, tostados ou defumados, dependendo das castas presentes em sua composição.

Qual a conservação ideal para prolongar a idade do vinho?

forma de armazenamento varia de acordo com a vida útil de cada tipo da bebida. Entretanto, existem algumas regras que são básicas para não alterar o sabor, o aroma e a consistência, independentemente do tipo do vinho.

É preciso manter a bebida em um ambiente com a temperatura constante, fresca e equilibrada, em torno de 15 °C. Evite que as garrafas entrem em contato direto com luz em excesso, pois isso provoca calor e altera as propriedades da bebida, interferindo no seu sabor e aroma.

Tenha muito cuidado em relação à umidade, pois, se ela estiver acima de 65%, pode apodrecer os rótulos. Por outro lado, se estiver inferior a isso, pode influenciar a rachadura das rolhas e a entrada de ar nas garrafas, o que provoca a oxidação do vinho.

Existem diversos cuidados que devem ser tomados para garantir a qualidade da bebida, independentemente da idade do vinho. Existem opções mais jovens e baratas que podem surpreender na qualidade, ultrapassando até mesmo as garrafas mais caras e envelhecidas. Por isso, leve em consideração a safra, tipo da uva e armazenamento.

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