Lactante pode tomar vinho? Tire suas dúvidas agora!

Lactante pode tomar vinho? Tire suas dúvidas agora!

 

O vinho é uma bebida que agrada a um público muito vasto. Reúne muitos apreciadores, inclusive do sexo feminino. 

Contudo, o vinho é uma bebida alcoólica e, como tal, exibe certas restrições em relação ao uso. Por exemplo, será que uma mulher lactante pode beber vinho? Será que prejudica o bebê?

É sobre esse assunto que vamos tratar neste post. Leia e veja se lactante pode tomar vinho!

A lactante pode tomar vinho com moderação?

A lactante até pode beber vinho, mas é preciso tomar cuidado para não se exceder. As bebidas alcoólicas podem causar prejuízos à amamentação em função da quantidade bebida e do teor alcoólico. A quantidade de álcool no leite e no sangue fica modificada geralmente depois de uma a uma hora e meia após o consumo da bebida. Contudo, o período que o álcool leva para se dissipar no sangue é variável, conforme as características do organismo de cada pessoa.

Devido ao fato de ser um assunto muito delicado, os médicos ainda não chegaram a um consenso sobre o assunto. De modo geral, aceita-se que a lactante beba com moderação, evitando a embriaguez, ou seja, um vinho suave (branco ou tinto) seria melhor. A verdade é que ainda não existe unanimidade em relação aos níveis seguros de álcool que a mãe lactante pode ingerir.

Uma coisa é certa: quanto mais álcool a mulher ingerir, o período para eliminar o álcool do organismo será maior.

Que cuidados deve-se ter com a bebida na lactação?

Para prevenir eventuais problemas na amamentação, existem médicos que recomendam às mães que estão amamentando que evitem o consumo de qualquer bebida alcoólica.

As bebidas destiladas

Os médicos recomendam evitar especialmente as bebidas destiladas, como cachaça, vodca e uísque, pois o teor alcoólico delas é ainda mais alto.

Caso a criança mame apenas no peito, a bebida destilada representa um risco ainda maior.

A redução no consumo de leite materno pela criança

Pesquisas revelaram que o álcool tende a interferir no sono e na fome dos bebês.

O filho tende a consumir menos 20% de leite materno se a mãe beber vinho em grande quantidade.

O consumo em excesso de álcool

Se a mãe consome álcool em excesso, a criança pode ficar sonolenta ou muito mole — no entanto, esse sono é leve. Essa moleza atrapalha a ação de sugar o leite materno. Já os nenéns que padecem de refluxo, podem regurgitar, colocando o leite para fora.

A bebida alcoólica em dose equilibrada ainda pode comprometer a descida do leite materno, permitindo que ele fique acessível ao bebê por meio dos mamilos. Se a mãe bebe mais que o devido, esse ato pode incapacitá-la de cuidar corretamente da criança.

Os problemas no desenvolvimento motor da criança

Outro estudo, ainda não confirmado, revelou que os bebês que se submetem ao consumo indireto de álcool (amamentação) durante os primeiros três meses de vida resultam em leve dificuldade no desenvolvimento motor.

Mas vale ressaltar que não foram todos os estudos que confirmaram essa consequência sobre as crianças.

A redução de certos hormônios

O consumo excessivo de álcool contribui para reduzir dois hormônios:

  • oxitocina;

  • prolaxina.

Esses hormônios se responsabilizam pela produção do leite.

Qual é a relação matemática a ser feita para a ingestão de álcool?

Para evitar algum radicalismo, há especialistas que determinam um nível para o consumo moderado, considerando que a lactante pode tomar vinho. Assim, beber ocasionalmente vinho em uma quantidade específica não representa perigo para o bebê: 0,5 gramas de álcool por cada quilo que a mãe esteja pesando naquela ocasião.

Assim, se a mãe estiver pesando 65 quilos, deve consumir, no máximo, em determinado momento, não mais que 32,5 gramas de álcool. Um vinho que tenha percentual de álcool equivalente a 12,5% apresenta 10 g de álcool a cada 100 ml de vinho. Logo, uma taça de 200 ml desse vinho agrupa 20 gramas de álcool (um total inferior à quantidade máxima definida pelos médicos).

Para evitar alguma confusão na hora das contas, recomenda-se às lactantes que não bebam vinho diariamente, nem nenhuma outra bebida com álcool.

Qual é o período a observar entre a ingestão do vinho e a amamentação?

Outro ponto importante é controlar o tempo transcorrido entre a ingestão da bebida e o momento de amamentar. O álcool costuma alcançar a corrente sanguínea muito rapidamente — mas os níveis de álcool também tendem a baixar com muita rapidez.

Mesmo considerando que o volume de álcool que passou para o sangue tenha sido pouco (se a mulher bebeu moderadamente), a concentração maior ocorre entre os 30 e os 60 minutos após o consumo do vinho.

Dessa forma, se a mulher for beber apenas uma taça, ou menos, de vinho, o correto é amamentar logo em seguida. Para amamentar novamente, a lactante deve respeitar um período de três ou quatro horas, levando em conta que, transcorrido esse período, o nível de álcool no sangue será muito mais baixo ou mesmo nulo.

O que se deve fazer logo após o nascimento do bebê?

Em relação aos bebês recém-nascidos, o problema é maior, pois a amamentação ocorre com mais frequência.

Para evitar que a criança venha a se prejudicar, os médicos aconselham as mães a se absterem de álcool pelo período de três meses. A partir de então, a lactante pode tomar vinho seguindo as instruções que foram dadas acima.

A ingestão de água e comida ajudam de alguma forma?

A lactante que bebe vinho também precisa beber muita água, principalmente no período que transcorre entre a ingestão de álcool e o ato de amamentar. Dessa forma, ela evita a desidratação.

Também ajuda comer alguma coisa enquanto bebe, pois, assim, reduz a concentração de álcool no sangue e, consequentemente, no leite.

Como fazer o armazenamento do leite?

Outra solução que vale a pena considerar é retirar o leite do seio antes de beber e armazená-lo para depois, na hora de amamentar, dá-lo à criança usando a mamadeira.

Embora o bebê não vá sugar o leite diretamente do seio, o produto continua sendo o mesmo. Somente o método de alimentar o bebê é que vai mudar.

O vinho sem álcool e o cooler são boas opções?

Vale a pena lembrar que já existem vinhos sem álcool e também o cooler (mistura de vinho com suco de frutas).

Eles podem ser opções para a lactante, considerando que o cooler geralmente apresenta menor teor alcoólico.

Diante de tudo que foi explicado, podemos concluir que a lactante pode tomar vinho desde que ela beba com moderação e respeite o intervalo entre a ingestão de álcool e a mama — período que pode ser bastante curto.

Agora que já aprendeu mais sobre a relação entre álcool e leite materno, aproveite para entender sobre outro assunto, lendo um post que fala sobre como e por que consumir oleaginosas!

 

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