Etiqueta do vinho: como saber quando usar cada tipo?

Etiqueta do vinho: como saber quando usar cada tipo?

Apreciar um vinho envolve certos conhecimentos — não é simplesmente “virar o copo”. Existe uma arte por trás do hábito de beber vinho. E os enólogos procuram descobrir qual o melhor tipo de vinho conforme a ocasião.

Neste post, falaremos sobre a etiqueta do vinho. Tudo exige conveniência e com essa bebida não é diferente. Veja mais sobre o assunto lendo o post!

A classificação dos vinhos

Para começar, vale a pena considerar como os vinhos são classificados. Não se pode negar que o vinho é uma bebida refinada. Para muitos, é a bebida dos deuses — Baco (ou Dionísio, em grego) era o deus do vinho.

Para a correta classificação de um tipo de vinho, é preciso levar em conta diferentes fatores: tipo de uva, aroma, sabor, coloração, produção, graduação de álcool etc.

Dessa forma, é possível classificar o vinho em:

  • vinhos de mesa: a graduação alcoólica varia entre 10 ºC a 13 ºC, podem ser nobres, finos, comuns, especiais, gaseificados ou frisantes (que apresentam uma quantidade inferior de gás quando comparados ao espumantes);
  • vinhos leves: a graduação alcoólica varia entre 7 ºC a 9,9 ºC;
  • vinhos compostos: a graduação alcoólica varia entre 15 ºC a 18 ºC, são compostos a partir de produtos derivados de vegetais ou animais, com o acréscimo de óleos ou de outros ingredientes;
  • champagne: a graduação alcoólica é entre 14 ºC a 18 ºC (são os espumantes);
  • vinhos licorosos: a graduação alcoólica varia entre 15 ºC a 18 ºC e apresentam aparência similar à do licor.

Em relação às cores, os vinhos podem ser tinto (avermelhado), branco ou rosé (coloração rosa suave).

A etiqueta do vinho e as ocasiões propícias

Os vinhos podem ser apreciados em vários momentos. É possível beber uma boa taça em um jantar informal entre amigos ou em uma comemoração importante, como em uma festa de noivado ou de casamento. Também pode ser usado em ambientes profissionais ou em momentos românticos.

A etiqueta do vinho ainda prevê que ele seja usado com combinações diferentes de comida, clima, estação e assim por diante. Para entender quais são as ocasiões certas para cada um, continue a leitura!

Vinhos tintos

A uva Pinot Noir, de cor mais clara, produz vinhos leves e de fácil ingestão. Ela serve para os casos em que ainda não se sabe quais as preferências dos convidados ou o que será servido.

A Malbec produz vinhos encorpados, de aroma intenso e não agradam a todos. Servem para um evento em que será servido churrasco, por exemplo, pois ajudam a derreter gordura. Já não são aconselháveis para uma festa de petiscos, nem para quem não aprecia um sabor intenso.

O tipo Carménère é de uma uva que produz vinhos propícios para jantares e pequenas festas, com sabor e aroma suaves. Uma recepção despretensiosa, com canapés e petiscos, é um bom cenário para recorrer a esse rótulo.

A cepa Merlot também costuma ser bem-aceita em diferentes ocasiões, por ser leve e frutada. Dependendo do local de fabricação, combina até com o momento da sobremesa, de modo a realçar os sabores.

A uva Cabernet Sauvignon é um tipo de uva muito popular e produz vinhos com mais corpo, ideais para acompanhar pratos mais robustos. As carnes gordurosas combinam bem com esse rótulo, que também funciona em situações próximas ao fim do jantar.

A Tannat não é destinada aos iniciantes, pois a graduação alcoólica dos vinhos é muito alta. A persistência do sabor dessa bebida também é elevada, então é melhor usá-lo como vinho de despedida, por exemplo.

Vinhos brancos

A uva Chardonnay produz vinhos que geralmente agradam a todos, destinando-se a diferentes ocasiões. Os vinhos da Argentina e Chile costumam ser mais leves, enquanto os da França, África do Sul, Nova Zelândia e América são mais encorpados e, preferencialmente, devem ser acompanhados por comida. O ideal é combinar com carnes brancas, como peru, frango e frutos do mar.

A Sauvignon Blanc produz vinhos secos e muito ácidos. São recomendados para beber em momentos de descontração, como na piscina e em restaurantes, com entradas leves, crustáceos e petiscos. O ideal é servir o vinho resfriado (entre 7 ºC a 8 ºC). Como resultado, é uma excelente pedida para os dias mais quentes, como as noites de verão. Por causa da acidez menor, a boca não fica com a sensação de estar em chamas.

As uvas Gewurztraminer e Riesling produzem vinhos que consumidores com paladar pouco treinado têm dificuldades de aceitar. O sabor mineral é intenso e exigem harmonizações bem escolhidas para satisfazer as pessoas.

Espumantes

Geralmente, são vinhos que combinam em todas as ocasiões. O Champagne é o espumante mais famoso do mundo, produzido na França. O Brasil também produz espumantes de boa qualidade e o ideal é servi-lo gelado. É uma excelente pedida para comemorações — como festas —, além de ser ótimo nos dias quentes ou no encerramento de uma reunião entre amigos.

O espumante Moscatel é ideal para a sobremesa e também serve como presente para os anfitriões. Se for jantar na casa de um amigo, por exemplo, presentear com um bom rótulo do tipo dá a impressão certa.

As taças certas para cada vinho

Além de conhecer os rótulos, as características e as harmonizações, é fundamental escolher as taças corretamente. Esse cuidado permite que as notas aromáticas da bebida se espalhem de modo a favorecer a experiência.

A taxa Bordeaux é conhecida por ser alta e larga, com bastante capacidade. Ela é ideal para tintos encorpados, repletos de taninos. Os vinhos como Cabernet Sauvignon e Malbec vão bem nessa taça, já que ela impede que o aroma se perca.

A taça Borgonha tem o seu centro maior, no estilo balão. É recomendada para vinhos aromáticos, pois exploram o olfato com intensidade. O Pinot Noir é a melhor pedida para esse tipo.

Para grande parte dos brancos, a taça Viognier é a correta. É menor que as demais e ajuda a evitar a perda de calor. Para os brancos servidos em baixas temperaturas, não há nada melhor!

No caso dos espumantes, a taça flauta é a mais famosa. Ela é estreita e alta e auxilia as bolhas a darem aquele efeito no paladar. O champanhe e o Moscatel são os companheiros ideais dessa peça.

Para os vinhos de sobremesa, saída ou despedida, é possível optar por um cálice ou por taças menores. Assim, dá para garantir o arremate perfeito da experiência!

Apesar dessas recomendações gerarem a otimização de sabores, elas não são fechadas. A etiqueta do vinho pode seguir as suas preferências, então nada impede de utilizar o seu rótulo favorito em um momento especial. Apenas tome cuidado com as características para que a bebida, a comida e a experiência fiquem em equilíbrio!

O que você pensa sobre a etiqueta do vinho? Que tipo de uva prefere? Costuma beber vinho nas ocasiões descritas no post? Deixe seu comentário e enriqueça este texto!

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